CÂNCER DE BEXIGA

O câncer de bexiga corresponde a aproximadamente 95% nos carcinomas de células uroteliais ou carcinomas de células de transição, são neoplasias que se desenvolvem no interior do trato urinário, mais concretamente na bexiga, ureteres e uretra. Os tumores da bexiga podem ainda ser classificados como não invasivos (superficiais) ou invasivos.

O câncer de bexiga é uma das neoplasias mais comuns do trato urinário e o nono tipo de neoplasia maligna mais incidente, em nível mundial, com cerca de 430 mil casos novos em 2012. Quando comparado por sexo, nos homens, ocupa a sexta posição (330.380 casos novos, no mundo, em 2012), em seguida do de pulmão, próstata e colorretal; nas mulheres, é o 19o câncer mais frequente (99.413 casos novos, no mundo, em 2012) e comumente em países mais desenvolvidos. As taxas de incidência são muito mais frequentes nos homens, de duas a quatro vezes maior do que nas mulheres. As taxas são mais elevadas na América do Norte, Europa, África do Norte, Oriente Médio e Austrália e Nova Zelândia; nos países africanos, asiáticos, e em alguns países da América Latina, as taxas tendem a ser bastante baixas.

Nas últimas décadas, tem sido observado na literatura um aumento significativo na incidência do câncer de bexiga, no mundo, e isso pode ser uma consequência dos efeitos do tabagismo, que é reconhecido como importante fator de risco para câncer. Segundo o World Cancer Report, estima-se que o risco de desenvolver câncer de bexiga entre os fumantes foi de duas a seis vezes maior em comparação aos não fumantes; sendo responsável por, aproximadamente, 66% dos casos novos em homens e 30% dos casos novos em mulheres.

Também existe associação a fatores de risco relacionados à exposição ocupacional e ambiental, a exemplo do trabalho na produção de alumínio, exposição à emissão de gases de combustão de diesel, exposição a agrotóxicos, trabalho na indústria da borracha, do plástico, da indústria têxtil; assim como em atividades laborativas bem específicas: pintores, cabeleireiros e barbeiros que trabalham com tinturas. Quanto à mortalidade, para 2012, no mundo, foram estimados 165.084 óbitos com uma taxa de mortalidade de 2,3/100 mil.

Sendo que, para os homens, o óbito pela neoplasia maligna de bexiga representou 123.051 (3,5/100 mil) e, para as mulheres, 42.033 (1,2/100 mil) de todas as mortes por câncer. No Brasil, ocorreram, em 2015, 2.663 óbitos por câncer de bexiga em homens e 1.240 em mulheres.

Fonte: Estimativa | 2018 – Incidência de Câncer no Brasil.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

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