CÂNCER DE ESÔFAGO

No cenário mundial, foram previstos, para o ano de 2012, 456 mil casos novos de câncer de esôfago, 3,2% do total de casos de neoplasias malignas em adultos; sendo 80% desses tumores observados em países de baixa renda. P

ode ser considerado o oitavo mais frequente em todo o mundo, com prevalência estimada, em 2014, de 45 mil casos na população norte-americana. As taxas de incidência e de mortalidade observadas são bem próximas, de magnitude intermediária. Observa-se grande variação geográfica, no mundo, onde as taxas de incidência e mortalidade são elevadas na Ásia Central e Oriental, bem como no Leste da África, e tendem a ser relativamente baixas no Oeste da África e em alguns países latino-americanos. Essas diferenças podem ser observadas com as taxas mais elevadas na Ásia Oriental 17,0/100 mil e as mais baixas na África Ocidental, de 0,8/100 mil, ambas no sexo masculino. Para o sexo feminino, observa-se taxa de 0,2/100 mil mulheres na Micronésia/Polinésia até 7,8/100 mil na África Oriental. É considerada uma doença de baixa prevalência e sobrevida relativamente ruim.

Em geral, é diagnosticada em fases tardias e de natureza extremamente agressiva, comprometendo a sobrevida que fica em torno de 15% a 25%. O prognóstico, em geral, independe do tipo histológico, embora pacientes com adenocarcinomas apresentem prognóstico discretamente melhor quando comparados aos carcinomas de células escamosas.

Segundo as estimativas do Globocan/Iarc, de 2012, a taxa de incidência para ambos os sexos foi de 9,0/100 mil; entretanto, acomete o sexo masculino 2,4 vezes mais do que as mulheres. Compreende a sexta causa de morte por câncer no mundo, cerca de 400 mil, 4,9% da mortalidade específica por câncer, apresentando uma taxa de mortalidade estimada, para 2012, de 7,7/100 mil, em todo mundo.

A tendência é de declínio no que diz respeito à taxa de incidência, em especial para o sexo masculino, sendo observado comportamento semelhante para a mortalidade por esse tipo de tumor. Contudo, divergências são observadas em virtude dos fatores étnicos e da distribuição geográfica. Entre os fatores de risco envolvidos na etiologia do câncer de esôfago, destacam- -se a síndrome de Barret – decorrente de refluxo gastroesofágico crônico e a síndrome tilose hereditária – um distúrbio autossômico caracterizado por hiperceratose palmoplantar.

Em comum com os demais cânceres de origem digestória, os padrões dietéticos são de relevante importância, sendo considerado que a ingesta de bebidas quentes, dietas pobres em frutas e vegetais frescos, o aumento do consumo de alimentos em conserva, de churrasco, o consumo de álcool e de fumo, bem como o fator obesidade, estão associados ao aumento do risco.

Fonte: Estimativa | 2018 – Incidência de Câncer no Brasil.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

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