Câncer de estômago

De todos os cânceres que ocorrem no mundo, essa neoplasia maligna alcançou o quinto lugar, no ano de 2012, com prevalência de quase um milhão de casos, 6,8% do total. Diferenças são observadas entre os sexos, sendo duas vezes mais frequente no sexo masculino do que no feminino. Corresponde a 8,5% do total de cânceres em homens, reduzindo uma posição no ranking dos tumores mais comuns quando comparado ao sexo feminino (4,8%).

Geograficamente, é mais frequente em países com IDH baixo ou médio, e as menores taxas foram encontradas na África Ocidental, 3,3/100 mil e 2,6/100 mil para os sexos masculino e feminino, respectivamente. Na Ásia Oriental, foram identificadas as taxas mais elevadas, variando de 13,8/100 mil para as mulheres e 35,4/100 mil para os homens. Em relação à mortalidade, para ambos os sexos, torna-se a terceira causa em nível mundial, com 723 mil mortes, 8,8% do total. Os coeficientes de mortalidade acompanham os de incidência, visto que, em homens asiáticos, a taxa encontrada foi de 24/100 mil; e 9,8/100 mil em mulheres da Ásia Oriental.

As menores taxas tanto para o sexo masculino como para o feminino foram observadas na população norte-americana, 2,8/100 mil e 1,5/100 mil, respectivamente. No Brasil, ocorreram, em 2015, 9.132 óbitos por câncer de estômago em homens e 5.132 em mulheres. A previsão global para 2025 sugere que as taxas de incidência para o câncer de estômago apresentarão decréscimos anuais, da mesma maneira que a mortalidade, como já vem sendo observado nas últimas décadas. Em contrapartida, tem aumentado, com os anos, a probabilidade de sobrevida, atingindo 30% em cinco anos.

A infecção por Helicobacter Pylori compreende a causa mais fortemente associada ao aumento no risco para o desenvolvimento de câncer de estômago. Entre os demais fatores ambientais, estão os hábitos nutricionais, como dietas ricas em alimentos defumados ou conservados no sal, a obesidade, o consumo de álcool, em grandes quantidades, e de tabaco. Por outro lado, a ingesta de frutas e verduras, cereais e frutos do mar tem sido relatada como fator de proteção.

Os fatores hereditários contribuem em menor escala para a carga desse tipo de câncer, assim como o histórico familiar prévio, em torno de 2%; sendo as síndromes mais comumente associadas: o câncer hereditário difuso gástrico, o adenocarcinoma gástrico e a polipose proximal do estômago. Assim como a incidência pode ser influenciada pelo desenvolvimento da Região, o nível de escolaridade parece estar associado ao risco; logo, níveis mais avançados de grau de instrução podem constituir um fator de proteção.

Fonte: Estimativa | 2018 – Incidência de Câncer no Brasil.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

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