CÂNCER DE PELE NÃO MELANOMA

No mundo, o câncer de pele é o mais comum, sendo o melanoma, o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular os tipos mais frequentes da doença. O câncer de pele pode ser classificado de duas formas, como melanoma e não melanoma. No mundo, para 2012, foram estimados 232.130 casos novos por melanoma, representando uma taxa de incidência de 3,3 por 100 mil habitantes e o 19o câncer mais frequente. Sendo que, entre os homens, foram 120.649 casos novos (3,4/100 mil) ocupando a 15a posição; e 111.481 casos novos (3,2/100 mil) em mulheres, sendo a 16a mais frequente entre todos os cânceres.

As maiores taxas de incidência mundiais encontram-se, em países como Austrália e Nova Zelândia, em populações com predominância da cor de pele mais clara. Apesar de ser o câncer mais frequente, o câncer de pele não melanoma é difícil de estimar, uma vez que nem todos os Registros de Câncer os coletam. Nos Estados Unidos, estudo feito em 2012 estimou 5,4 milhões de casos novos em 3,3 milhões de pessoas. Em relação à mortalidade, o câncer de pele melanoma, para 2012, representou 55.488 óbitos no mundo. Sendo que, para os homens, o número de óbitos por câncer de pele melanoma foi de 31.390; e para as mulheres, 24.098.

No Brasil, ocorreram, em 2015, 1.012 óbitos por câncer de pele melanoma em homens e 782 em mulheres. O câncer de pele não melanoma é o tumor mais incidente entre homens e mulheres no Brasil. Em relação à mortalidade, em 2015, foram 1.137 óbitos em homens e 821 nas mulheres. Mesmo com a baixa letalidade do câncer de pele não melanoma, sua elevada incidência pode explicar uma ocorrência de óbitos quase semelhante ao câncer de pele melanoma.

O câncer de pele não melanoma é curável na maioria dos casos. No caso do melanoma de pele, o prognóstico é considerado bom quando diagnosticado e tratado em sua fase inicial. O principal fator de risco para os cânceres de pele melanoma e não melanoma é a exposição excessiva à radiação solar ultravioleta (UV). Outros fatores, como cor de pele, olhos e cabelos claros; história familiar ou pessoal de câncer de pele; o sistema imune debilitado por doenças ou em indivíduos transplantados por causa do uso de imunossupressores (azatioprina e ciclosporina), podem aumentar o risco desenvolver câncer de pele.

Além disso, é importante também frisarem-se os fatores ambientais e ocupacionais, como a exposição a fuligens; ao arsênico e seus compostos (utilizado na conservação de madeiras, na formulação de agrotóxicos, na metalurgia etc.); ao alcatrão de carvão (piche); aos óleos minerais (industriais, não tratados ou pouco tratados); e aos óleos de xisto (utilizados pela indústria petroquímica). Trabalhadores que desenvolvem suas atividades ao ar livre, como os da construção civil, agricultores, pescadores, guardas de trânsito, salva-vidas, atletas, agentes de saúde, entre outros, apresentam maior risco de câncer de pele não melanoma. Destaca-se ainda que a Iarc/OMS classificou as câmaras de bronzeamento artificial (fontes de radiação UV) como “carcinogênicas para humanos”, e desde 2009 são proibidas no Brasil.

Fonte: Estimativa | 2018 – Incidência de Câncer no Brasil.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

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