CÂNCER DE TIREOIDE

O câncer de tireoide é a neoplasia maligna mais comum do sistema endócrino e ocupa a oitava posição no ranking dos cânceres que acometem as mulheres no mundo. Basicamente, existem quatro tipos histológicos distintos que são subdivididos em: 1- carcinomas bem diferenciados − abrangem o papilífero e o folicular, o papilífero é o tipo histológico mais comum (de 50 a 80% dos casos), seguido do folicular (de 15 a 20% dos casos); 2- carcinoma pouco diferenciado − inclui o medular; e 3- carcinoma indiferenciado − compreende o anaplásico. O carcinoma medular e o anaplásico são pouco frequentes (cerca de 10% dos casos).

As estimativas do Globocan/Iarc, para 2012, apontaram 298.102 casos novos em nível mundial, representando 2,1% de todos os cânceres e uma taxa de incidência de 4,0 por 100 mil. Quando observadas por sexo, essas estimativas revelaram que o câncer de tireoide representou 0,9% de todos os cânceres que acometem os homens e 3,5% de todos aqueles que atingem as mulheres, com taxas de incidência de 1,9 e de 6,1 por 100 mil, respectivamente.

As maiores taxas de incidência são encontradas nos países de alta renda, quando comparados aos de baixa e média rendas. Essa diferença pode ser atribuída, em parte, à grande diversidade de padrões de assistência, uma vez que o diagnóstico precoce é altamente dependente de tecnologia e, portanto, de acesso aos serviços de saúde. Tem sido descrito na literatura um aumento importante na tendência da incidência do câncer de tireoide, em ambos os sexos, nas últimas três décadas em vários países. As explicações para a observação dessa tendência crescente da incidência são controversas; a hipótese de aumento do número de casos novos em virtude do aumento da intensidade diagnóstica é defendida por alguns autores, sob a ótica de que essa propensão coincide com um maior uso e sensibilidade das técnicas diagnósticas para avaliação da tireoide.

Apesar disso, outros autores acreditam que o aumento observado na tendência da incidência possa ser consequência também das mudanças nos fatores ambientais e de estilo de vida. Para 2012, foram previstos 39.771 óbitos, o que representa 0,5% de todas as mortes por câncer no mundo, com uma taxa de mortalidade de 0,5/100 mil. Para o sexo masculino, o óbito pela neoplasia maligna de tireoide representa 0,3% de todas as mortes por câncer e para as mulheres 0,8%, com taxas de mortalidade de 0,3/100 mil e 0,6/100 mil, respectivamente.

A tendência da mortalidade por câncer de tireoide é de queda em quase todas as Regiões do mundo. No Brasil, ocorreram, em 2015, 509 óbitos por câncer de tireoide em mulheres e 239 em homens. Para o câncer de tireoide, o único fator de risco consolidado na literatura é a exposição à radiação ionizante durante a infância. Os demais fatores de risco estudados, como nível de hormônio tireoestimulante (TSH, do inglês thyroid- stimulating hormone) sanguíneo, hormônios sexuais, fatores reprodutivos, histórico de nódulos benignos e bócio, hipertireoidismo, padrões dietéticos, obesidade, tabagismo, etilismo e o envolvimento de doenças, como tireoidite de Hashimoto na etiologia da neoplasia maligna da tireoide, ainda não estão bem estabelecidos.

Fonte: Estimativa | 2018 – Incidência de Câncer no Brasil.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

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