CÂNCER DO OVÁRIO

O câncer de ovário é o sétimo câncer mais comum e representa 3,6% dos tumores femininos. Em 2012, no mundo, foram esperados 239 mil casos novos, o que corresponde a um risco estimado de 6,1/100 mil. Ocorreram 152 mil óbitos em mulheres com câncer de ovário em 2012, o que representa 4,3% das mortes em mulheres, sendo a oitava causa de morte por câncer da população feminina.

A letalidade do câncer de ovário tende a ser mais elevada em comparação aos outros tipos de câncer dos órgãos reprodutores femininos. Histologicamente, os carcinomas ovarianos são divididos em cinco tipos principais: carcinomas serosos de alto grau (70%); endometriais (10%); células claras (10%); mucinosas (3%); e de baixo grau (<5%), que, em conjunto, representam mais de 95% dos casos. Muito menos comuns são os tumores de células germinativas malignas – os disgerminomas; os tumores de saco vitelino e os teratomas imaturos (3% de câncer de ovário); e os tumores de cordão sexual potencialmente malignos (1%-2%), sendo os mais comuns os tumores de células granulosas.

A incidência do câncer de ovário apresenta variação de 9,1/100 mil mulheres nas Regiões mais desenvolvidas para 4,9/100 mil mulheres nas menos desenvolvidas; enquanto a mortalidade varia de 5,0/100 mil mulheres nas Regiões mais desenvolvidas e 3,1/100 mil mulheres nas menos desenvolvidas. Em 2012, a incidência foi maior em países com altos níveis de desenvolvimento humano (55%). Observaram-se elevadas taxas de incidência e mortalidade na Europa e América do Norte.

Em 2015, no Brasil, ocorreram 3.536 óbitos por câncer de ovário . No Canadá, destacam-se como fatores na redução da mortalidade por câncer de ovário: a redução da TRH, melhorias na gestão e no tratamento dessa doença; todavia, a sobrevida em cinco anos ou mais, em mulheres com câncer de ovário, é de 44%. Nos Estados Unidos, a mortalidade também vem decrescendo de 2005 a 2014, o que pode estar associado ao uso de contraceptivos orais; e a sobrevida em cinco anos ou mais foi de 92% nas pacientes com doença localizada ao diagnóstico.

Fatores genéticos como a história familiar de câncer de ovário ou de mama; mutações de alto risco dos genes BRCA1 e BRCA2; menopausa tardia; endometriose; nuliparidade (nunca engravidaram ou nunca tiveram filhos); TRH; obesidade; e tabagismo estão associados com o desenvolvimento do câncer ovariano. A gravidez e uso de contraceptivos orais (supressão da ovulação) são considerados fatores de proteção.

Fonte: Estimativa | 2018 – Incidência de Câncer no Brasil.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

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