LINFOMA DE HODGKIN

O Linfoma de Hodgkin é assim chamado porque foi descrito pela primeira vez, em 1832, por Thomas Hodgkin. Esse linfoma pertence a um grupo de cânceres que se originam no sistema linfático (os linfomas), sistema este que produz as células responsáveis pela imunidade.

Ele apresenta a característica de se espalhar de forma ordenada de um grupo de linfonodos para outro; podendo ocorrer em crianças, adolescentes e adultos. Caracterizando esse tipo de linfoma, encontram-se linfócitos grandes e anormais nos linfonodos chamados células Reed-Sternberg. As taxas de LH são mais altas entre adolescentes, adultos jovens (15 a 29 anos), adultos (30 a 39 anos) e entre adultos mais velhos (75 anos ou mais).

Os homens são mais propensos do que as mulheres a desenvolver linfoma. O LH pode ser classificado em dois grupos: o nodular com predominância linfocitária (LHNPL) e o clássico. No grupo dos LHNPL, há o predomínio de linfócitos B benignos e a presença células gigantes diferentes das Reed-Sternberg. O grupo clássico se divide em cinco subgrupos, em acordo ao tipo de células que predominam: esclerose nodular (é o mais frequente, principalmente em mulheres); celularidade mista (tem a presença de células neoplásicas e reativas à infecção – forte associação com o EBV e também com o HIV); rico em linfócitos (necessário utilizar estudos de imuno-histoquímica para sua identificação); depleção linfocitária (muito raro, ocorrendo com mais frequência em idosos e se manifestando como doença grave); e o inclassificável (quando a avaliação se torna muito difícil).

As causas do LH, bem como para todos os linfomas, ainda não estão bem entendidas, mas pesquisadores sugerem algumas associações: estudos mostraram que pessoas infectadas com o HIV correm um risco maior de desenvolver linfoma; a presença de outros vírus, como o HTLV-1 e o EBV, também foi associada a certos tipos de linfoma; a história familiar tem sido associada a um maior risco de LH; exposições ambientais, como herbicidas e pesticidas, podem estar ligadas ao linfoma, mas os cientistas não sabem o quanto é necessário para aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

É considerado como um câncer de bom prognóstico, levando-se em consideração o diagnóstico e o tratamento oportuno. Segundo o Globocan/Iarc, em 2012, foram estimados 66 mil casos novos de LH, sendo o 25o mais frequente entre todos os cânceres. Entretanto, para os homens, foram 39 mil casos novos; e, entre as mulheres, foram 27 mil casos novos, ocupando a 22a e 21a posições, respectivamente. As taxas de incidência tendem ser mais elevadas em Regiões mais desenvolvidas, como América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e Europa, e também no Oeste da Ásia; e as menores taxas foram nas Regiões do Leste e Sudeste Asiáticos, onde a doença é muito rara.

Em relação à mortalidade, nessa localização, para 2012, foram estimados aproximadamente 25 mil óbitos no mundo. Para os homens, o óbito pela neoplasia maligna de LH representou 15 mil mortes; e, para as mulheres, dez mil. O declínio da mortalidade foi constante nos Estados Unidos, na União Europeia e no Japão. Por outro lado, após a década de 1990, nas Regiões do Leste Europeu, a queda foi lenta. No Brasil, ocorreram, em 2015, 324 óbitos por câncer de LH em homens e 237 em mulheres.

Fonte: Estimativa | 2018 – Incidência de Câncer no Brasil.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

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